segunda-feira, 28 de abril de 2008
Carcaça
São amontoados de egos famintos e agressivos sufocando qualquer coisa que seja eu aqui embaixo.
As pessoas se apaixonam por meus egos...somente isso.
Eu me apixonei por meu ego.
E deixei ele crescer...e ele chora demais quando é ferido, me domina, engole montanhas e pede oceanos...e eu dou, cedo tudo,engulo o mundo para ser grande, vaidosa, mais forte, mais bela inteligente...mais diferente. Unica. Singular.
Eu sou pequena.Muito.
Frágil, simples, com defeitos e qualidades como qualquer outro ser humano.
E agora?
Estou aqui, numa fase infértil da minha vida.
Descabelada, minha pele está feia, estou com kilos a mais que eu gostaria, sem praticar esportes, sem ânimo, sem amores, sem muitos lugares para ir, sem religião, sem nada para me orgulhar...
Nessas horas eu olho para o espelho e me vejo fisicamente feia, e todas as qualidades superficiais caem por terra...as coisas que faço, que não faço, que fiz...
Então não há mais o que valorizar, não há feito que segure valor nessas horas.
A sorte que tenho é que o verdadeiro valor aparece quando você se lembra que o que o amor surge quando você valoriza as coisas pelo que elas são não pelo que elas fazem.
Eu não sou meu cabelo
Nem meus piercings e tatuagens
Nem meus anos de kung fu
Os livros que li
Meu curso de faculdade
Minhas religiões
Os amores que vivi
Não sou minhas dores
Muito menos meus pensamentos.
Eu sou algo que existe quando isso tudo se cala.
Quando os desejos e os medos param de brigar
Os anseios...
Ah, eu sou tão grande quando não sou nada!
Há mais espaço quando tudo fica vazio.
Esvazie.......
sábado, 26 de abril de 2008
Agridoce
Não sei explicar...mas meu desapontamento com tudo cresce vertinosamente, mas surge a possibilidade de que eu escolha ( novamente as escolhas ) não me importar mais...deixar acontecer do modo como as coisas são - absurdas para mim - e ser como tudo é.
Seria um suicídio.Mas acontece ( ou não ).
Suicídio de princípios, troca de valores...adaptações.Esse é o modo mais fácil caro amigo, o modo mais difícil é burlar tudo e manter minha integridade, isso requer que eu anule e estirpe certos impulsos...entende? Não, estou sendo vaga e subjetiva demais.
Sempre fiquei a procura de alguém para mim.Alguém que me satisfizesse...o que me satisfaz? Qualquer coisa que me surpreenda, aguce meus sentidos, minha mente...alguém que me deixe agir naturalmente.Achei pessoas assim mas as circunstâncias boicotaram qualquer coisa, desde então fico numa procura estúpida e frenética por essa satisfação.Me perdi.
Perdi pedaços de mim.Me perdi em pessoas, hábitos, prazeres que não significam nada para mim.
Hoje, em muitos lugares que vou sou olhada e observada.Tiro suspiros...sim, me tornei uma menina atraente, com uma tatuagem nas costas, cabelos charmosos...eles olham para mim com desejo, meu ego cresce. Olho no espelho, ajeito o cabelo, ajeito a coluna.Eles gostam do meu piercing na língua...e meus outros.
Gostam do meu jeito espontâneo e agridoce.( é...Agressivo e doce )
Jogos de sedução...sorrisos, até aí eu sou eu.
Até eu me envolver.
Odeio me envolver, vou me desgastando, preocupando...e a atração se perde.
E parto para outra, e outra, e outra, e outra.
Descubro que não sinto mais prazer, e que isso não faz sentido, nada disso faz diferença.Então meus olhos se perdem em divagações como você já viu.Se perdem olhando a fumaça do cigarro...nas espumas do café...no cheiro do ambiente.
Então vou entendendo que tudo está podre, doente.
Vejo a mesquinhagem por trás dos atos. Vejo os impulsos soltos violando várias coisas...e vejo pessoas se perdendo da mesma forma que eu.Vejo que elas buscam o mesmo que eu...que no fundo elas não sentem mais prazer, apenas se convencem dele, é mais fácil. Difícil aceitar que sexo não dá prazer, que gozar não dá prazer.E o que dá? Para mim seria um conjunto de coisas que eu não vejo mais...vejo coisas separadas.
O prazer do sexo alí, do amor em outro lugar, das boas conversas, do entendimento, dos gostos e hábitos, dos interesses...as pessoas são muito incompletas.Essa é a realidade.
Mas eu sou completa.
Me sinto portadora de tudo isso.
Vejo a infidelidade, a vulnerabilidade, auto-enganação, futilidade, densidade mal direcionada, mesquinhagem, falsidade...vejo pessoas brincando de gato e rato.
Vejo pessoas colecionando pessoas.Me vejo colecionando pessoas.
Amigo, sei que o problema está em mim em algum lugar, talvez a forma que eu entendo as coisas...mas cansei de beber para sentir vontade de fazer sexo, cansei de ficar com alguém por não ter mais nada para fazer, de buscar meus relacionamentos mal resolvidos e cavar as sepulturas me alimentando de cadáveres de passados mortos.Cansei de me mostrar...de arrumar o cabelo para sair, colocar uma roupa bonita, não comer demais para não engordar,cansei de ser atraente e interessante. Sinto vontade de raspar a cabeça, andar igual homem e ver quem vai enxergar em mim o que eu sou de verdade.Mas isso não existe, eu seria hipócrita pois ate mesmo eu me importo com aparências, contemplo belos corpos e sorrisos atraentes.
Se eu pudesse pegar as coisas que amo nas pessoas que amo, de você eu pegaria os belos olhos...suas mãos, seu jeito carinhoso, seu sorriso, suas brincadeiras, e o tanto que você se conecta fácil comigo.De fulano eu pegaria a química sexual, de outro a inocência, a pureza, a delicadeza, a segurança, a fragilidade, a criança, o homem, a dificuldade que pede ajuda, aquele que se permite ser observado por uma fresta, as palavras, os suspiros, os silêncios, a violência, aquele que se esconde, aquele que se preocupa, que se dispõe, que me observa quando eu não estou olhando. Aquele que sabe como tocar no meu rosto, como me desarmar, como destruir minhas barreias, que me deixe respirar e voe comigo.Que deite na grama e olhe para o céu...que me ligue para contar dos pesadelos.Que escolha o lugar para qual vamos ir.Que pergunte no que estou pensando quando eu estiver calada.Que me faça querer saber sobre seus pensamentos no silêncio.Aquele que tem o olhar que me intriga, me atrai, me conforta, me descansa, aquele olhar que penetra nos meus olhos.
Aquele que não se importe de ouvir minhas baboseiras filosóficas e entenda que meu pessimismo as vezes é o que me ajuda a escrever, essencial para mim...e que também sou otimista.
Que seja ligeiramente a moda antiga...só para brincar um pouco de casal apaixonado enquanto o amor amadurece.
Coisa demais, não? Difícil achar alguém assim.
Mas eu não me contentaria com menos.
Amo você desde a primeira vez que te vi.
Mas não vou corta-lhe em pedaços e tirar o que quero para formar meu ''namorado'' perfeito.
Prefiro ter você assim, amigo incondicional.
Fico feliz ao teu lado.
Ate breve, sim?
Ela
Meio-diálogo
Novamente estou sozinha. Lembro-me do tempo que eu era criança e a solidão não me assustava, brincava horas sozinha sem me lembrar que não havia mais ninguém comigo.Hoje sinto uma necessidade absurda de conversar mas é como se todo meu diálogo fosse embora no ar...poucas pessoam captam minhas palavras então preciso falar demais e pareço redundante.Queria apenas poder ser setida nas palavras poucas e essenciais...ah, caro amigo, como anda me faltando o essencial.
Seus olhos me supriram de compreensão e me senti mesnos deslocada.
Penso nos momentos que espero onibus no ponto, fico tão ansiosa...tão angustiada.Queria que essa angustia da espera fosse embora...
Queria ser mais leve, mais nítida. Fico feliz por você me enxergar, mas poucas pessoas me enxergam.
Estou desgastada, deixei várias pessoas passarem por mim e arrancarem coisas que eu não podia doar, pois me faltavam...e o que eu quero doar ninguém quer receber, então fico inadequada ou metida em relações injustas.
Pouco sabe sobre mim...ou muito sabe. Talvez sinta o essencial sobre mim.
Sei que carrego um semblante melancólico lá no fundo do meu olhar atento...em um corpo fechado.
Como você carrega olhos cansados e um olhar indiferente.
Nossa faxada é bem assim...
O que sabem os outros sobre nós? Sabem atraves de julgamentos equivocados.
Logo, não sabem nada.
E o que você sabe sobre mim?
Depois eu lhe perguntaria : o que sabe sobre você?
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Overdose
Deixá-los me coloca no meu ser: mágico, inconstante e frenético.
Saio de mim e me vejo de longe, é isso...como sou radiante sem remédios nem pessoas.
Na verdade sem paixões, ou vícios.
Isso se chama liberdade.
De ser eu mesma.
Hiperativa, louca, atrapalhada.
Essa é a parte bonita, a parte feia é que todo alto tem seu baixo.
Mas forçar um equilíbrio químico com eu mesma não deu certo.
Fiquei numa fase de torpor, morbidez.
Tudo começou quando meu gato sumiu com meu aldol.
Acho que ele tomou todo e ficou doidão.
Então taquei o lítio pela janela...e o lexotan foi abolido de meus sonhos.
Imipramina, Risperidon, Ritalina...
Diazepan.
Meu dia dura mais. Minha energia explode.
Não tenho com o que gastar tanta energia...minha mente dilata.
Então eu preciso caminhar mais, e de ter mais silêncio.
Para ouvir cada voz na minha cabeça, e ir aos poucos silenciando-as.
Meu sangue natural é uma overdose de energia na qual meu corpo ainda não está acostumado.
Minhas emoções são como devastações seculares.
Minhas idéias são pássaros desesperados.
Agora me guardo para não me viciar em remédios e vícios para conter esse cataclisma.
Para não me perder em químicas, psiquiatras, psicologos, amores, namorados, manias.
Está na hora de me fechar um pouco por um lado.
Tenho muita energia, mas se colocada num desses ítens ela acaba como num segundo...se esgota e meu brilho se esvai nas paixões diversas.E fico feia, desgastada.
E tudo que eu queria se desmancha no ar e sobra eu sem nada nas mãos, sem eu.
Prefiro ficar sem vocês.
domingo, 6 de abril de 2008
Coleção
de lembranças e de coisas que se esvaem da minha mão como se eu quisesse segurar água.
Lembranças de momentos doces e dos árduos que o seguem...os desesntendimentos, as brigas e os finais.
Depois fica toda a carcaça de lembranças, os ônibus que pegava, os lugares, as comidas , as piadas, os livros que devemos destrocar...é sempre assim , com todos...ate formar essa sórdida coleção de tempo curto intensidade e machucados, cortes nos meus braços e até uma grande árvore dolorida....dor, dor, dor.
Minha coleção é feita de dor.
Espero que apareça alguém algum dia que jogue tudo isso fora e me faça sorrir surpresa e espantada e não me dê um soco no estômago depois.
Que me faça sentir especial e adequada, que tenha paciência com minhas dificuldades e saiba me fazer sentir bem pára que eu possa estar segura o suficiente e mostrar a minha grandeza, o meu lado encantador e radiante.
Mas não...está todo mundo com pressa demais.
E a coleção aumenta.
Despedida
que está onde as outras coisas nunca estão
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces ? - me perguntarão. -
Por não Ter palavras, por não ter imagem.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras ?
Tudo.
Que desejas ?
Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação ...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão !
Estandarte triste de uma estranha guerra ... )
Quero solidão.
domingo, 30 de março de 2008
Aos Caros
Meus sentimentos são aniquilados com pequenas coisas e meus olhos congelados.
E eu não sei o por quê.Como, quando...
Aos deuses peço um pouco de sanidade e equilíbrio...senão não conseguirei sustentar meu corpo nesse mundo sem chão!
Minha cabeça gira frenéticamente.
Eu já não sei a quem recorrer.
Ah! Devolvam meu sorriso, meu equilíbrio...o ar dos meus pulmões!
Devolvam meu coração acelerado, meu sonho infantil...
Devolva meu sonho infantil...
Aquele da Rosa do Pequeno Príncipe.
Na qual ela era a rosa das rosas, a Rosa Especial...
Mas eu não tenho mais posse das minhas coisinhas singelas.
Elas não têm espaço nesse mundo, nem com vocês, meus caros.
Meus sonhos são as coisas nas quais estou pisando...
para ver se construo um futuro que se encaixe.
Adequando-me...
sexta-feira, 28 de março de 2008
Inadequada

Ela acorda atordoada de mais um de seus pesadelos metafóricos...
Era um pássaro que caia vertinosamente numa gaiola de vidro que se partia arrancando suas asas...vidros se quebrando.
Após essa cena ela ja estava em seu corpo....num quarto de vidro transparente cujas pessoas podiam ver tudo que acontecia e riam dela...ela?
estava sentada no chão aflita tentando montar um quebra-cabeças de um labirinto.
só havia isso no quarto e um relógio de cabeça pra baixo.
Juntavam mais pessoas lá foram e riam, julgavam, apontavam.
Após esse sonho surge ela diante uma fila longa...ela tenta entrar na fila mas pessoas a jogam pra fora...e la esta ela agora fora do quarto de vidro vendo um casal feliz e sorridente se abraçando e beijando...amigos entrando e uma festa animada. São os amigos dela, o namorado dela...
e ela esta fora, nem porta pra entrar...sem lugar...sem sono...sem o que fazer...
Ela só queria ser especial, sem mais quedas, sem mais julgamentos, isolamentos, inadequação...
Sem brigas.
Ela só quer ser acolhida.Suas asas doem...ninguém percebe.
Ninguém percebe sua dor nem seu valor.
Estão todos preocupados demais com seus prazeres...todos essas pessoas que ela considera muito.
Quem vai notar o valor de um pássaro pintado?
- Matem-no.
terça-feira, 4 de março de 2008
Lugar Errado

Tudo parecia normal.Apenas parecia...
Veja só, as horas passavam de acordo com os minutos e os giros da tera em torno de si e do sol.As pessoas andavam, comiam, riam, choravam, faziam sexo, se matavam - coisa de ser humano -. Enfim.Ela trabalhava, ia para escola, comia...respirava.Conversava com pessoas...
Mas nem tudo era tão normal assim quanto parecia e quanto transparecia ao olhar estranho ou ate o olhar íntimo....ninguém podia sentir o que seria uma mente na velocidade da luz como um pássaro em fuga desesperado.Sua mente mudava, girava, oscilava levando suas idéias para todos os lados...suas pupilas mentais e emocionais eram dilatadas para sentir o que ninguém sentia, ela via as coisas que não estavam no foco da cena.
Ela era o foco de uma cena desfoque.
Cena essa distorcida pelos barulhos internos e os barulhos externos dos choques de realidades destoantes se colidindo...ora essa onde é que ela se meteu para tudo ser tão torto?
Ou ela? Porque seria tão irregular?
E nesse caos exótico de uma mente pensante em várias direções divergentes o lado de fora com o passar dos giros em torno do sol pareciam ficar mais agressivos, necessitados de uma postura incondizente com o que se passava ali dentro...
Gritavam quando ela queria silêncio.
Sumiam quando ela queria presença.
Sorriam quando ela queria lágrimas sinceras.
Nada se encaixava!
Era um pássaro vermelho inferrujano num mundo bicolor.
Seu voar não significava nada...seu cantar não fazia sentido algum.
E voando descontente poraí, esbravejando como os corvos...ela bateu de frente a um espelho, e olhou.
Então compreendeu...
Estava ela do lado errado! Aquele não era seu lado....seu lado era outro...
E veja só como o outro lado do espelho é!
E ela pode ver casas de madeira com escadas caracóis...árvores de flores belas.Pode sentir silêncio e barulhos de um mundo feito das mesmas fibras que suas asas.
Estava assim agora, perdida do outro lado...ao menos isso para dar um motivo a tanta coisa absurda que tanta gente criticava como se ela criasse tão bem essa trama.
Então, solitariamente, ela senta-se sob a sombra de uma dessas grandes árvores do parque municipal...perto de pombos que voam.Ascende um cigarro...e fuma vagarosamente olhando para o céu, quando uma gata negra se aproxima roçando em suas pernas...a garota apenas sorri com os lábios sem olhar....e nesse momento uma foto é tirada.Quando ela já não sorri mais...quando o gato senta-se meditativo ao seu lado naquelas posições de gato que faz a gente entender porque gatos são tão elegantes e enigmáticos.
A foto fica assim.
O Cenário fica assim.
Nada muda.
Apenas seu pulmão se impregna de ingredientes tóxicos.
Mas ali é tão silencioso.
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segunda-feira, 3 de março de 2008
Dos Pássaros sem onde pousar
Desta vez ele ultrapassava desertos.
Mas ja estivera sobre mares
terras férteis
sobrevoando o caos urbano
no subsolo
voando em sonhos
além-céu
Este pássaro conhecia cada pedacinho do mundo...mas queria ir além, queria voar na alma dos seres humanos...penetrar seus corações de ferro.
E fazia isso...e era onde o deserto era mais árido e o sol mais cruel.
E pior...não havia onde pousar.
Ele batia asas freneticamente...
o solo era muito quente.
Há muito a pequena ave vermelha busca onde pousar...um lugar que não a sufoque, que não a machuque...que não vá embora levando o poleiro de descanso.
Sim, ela sabia voar muito bem...
Mas os céus são um tanto solitários
e os firmamentos um tanto instáveis.
Por isso ela tinha tanta vontade de parar como beija-flor, no ar...
mas não seria o suficiente...
Ela queria - já que nada parecia satisfaze-la - sumir.
Voar para cima eternamente e encontrar com a vó Lua.
E o que ela queria na verdade era bem pouco:
Uma varanda para pousar todos os dias...onde alguem estivesse à disposição de ouvi-la cantar.
Acariciá-la.
Sem machucar.
Sem gaiolas...
Sem armadilhas.
Era só isso.